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Como escolher um bom advogado em Portugal: guia prático

por admin Julho 17, 2026
Escrito por admin

Escolher um advogado com um problema legal em mãos é uma decisão que gera dúvidas: como saber se é competente, se é de confiança e se está a pagar um preço justo. Este guia mostra o que avaliar, como confirmar que o advogado está inscrito na Ordem dos Advogados, como funcionam os honorários e que sinais o devem fazer desconfiar. No fim, saberá preparar a primeira reunião e decidir o próximo passo com mais segurança.

O que faz de um advogado “o certo” para o seu caso?

Não existe “o melhor advogado” em abstrato. Existe o advogado mais adequado ao seu tipo de problema, à sua situação concreta e à forma de trabalhar de que precisa. Um excelente advogado de direito penal pode não ser a escolha certa para um divórcio ou para um processo de nacionalidade.

Em termos gerais, a escolha certa combina quatro coisas: experiência na área do seu caso, comunicação clara, uma relação de confiança e um custo que compreende e aceita. Ao longo deste guia, cada um destes fatores é explicado em detalhe. Antes de comparar nomes, vale a pena perceber que tipo de profissional o seu problema exige.

Advogado ou solicitador: qual precisa?

Advogados e solicitadores são profissões jurídicas distintas, com formação e âmbitos próprios. De forma geral, o advogado tem um mandato mais amplo, incluindo a representação em tribunal em praticamente todas as áreas. O solicitador atua sobretudo em atos e procedimentos específicos e tem limites na representação judicial. Para a maioria dos litígios judiciais, a escolha recai sobre um advogado.

ProfissãoO que faz, em geralQuando costuma ser a escolha
AdvogadoAconselhamento jurídico e representação em tribunal em geralLitígios, processos judiciais, casos com maior complexidade
SolicitadorAtos e procedimentos jurídicos determinados, com representação judicial limitadaDiligências específicas, certos atos e formalidades

Se tem um processo em tribunal, na dúvida, comece por procurar um advogado.

Como confirmar que o advogado está inscrito na Ordem dos Advogados

Qualquer pessoa pode confirmar gratuitamente se um advogado está inscrito e com a inscrição ativa. Para exercer advocacia em Portugal é necessária inscrição na Ordem dos Advogados, e o próprio portal da Ordem disponibiliza uma pesquisa pública. Este é o passo mais importante — e o mais esquecido — antes de contratar.

Como verificar, passo a passo:

  1. Aceda ao portal da Ordem dos Advogados, na secção Pesquisa de Advogados (portal.oa.pt).
  2. Pesquise por nome, número de cédula ou localidade.
  3. Ative o filtro “Apenas Activos” para confirmar que a inscrição está em vigor.
  4. Confirme se os dados apresentados (nome, conselho regional) correspondem ao profissional com quem vai falar.

Notas úteis: os advogados estagiários e as sociedades de advogados têm pesquisas próprias no mesmo portal. Se não encontrar o profissional na lista de advogados com inscrição ativa, peça esclarecimentos antes de avançar.

Que critérios usar para avaliar um advogado?

Depois de confirmar a inscrição, avalie o profissional com base em critérios concretos: experiência na sua área, clareza de comunicação, reputação e disponibilidade. “Como saber se um advogado é bom” resume-se, na prática, a verificar se ele domina casos como o seu e se consegue explicar-lhe as opções de forma compreensível.

Especialização e experiência na sua área

O direito é vasto. Procure alguém com experiência específica no tipo de problema que tem — família, trabalho, imobiliário, penal, dívidas, sucessões, nacionalidade. Pergunte há quanto tempo trabalha nessa área e se já tratou casos semelhantes ao seu.

Comunicação e transparência

Um bom advogado explica os termos jurídicos em linguagem simples, indica os cenários possíveis sem prometer resultados e é claro quanto a custos. Se sair da primeira conversa mais confuso do que entrou, é um mau sinal.

Reputação, referências e avaliações

Peça referências a pessoas que passaram por situações parecidas e consulte avaliações online com espírito crítico. Recomendações de confiança valem frequentemente mais do que classificações anónimas.

Disponibilidade e proximidade

Perceba quem vai efetivamente tratar do caso, com que frequência será informado e por que meios pode contactar o advogado. A proximidade geográfica pode ser útil, mas hoje muitas questões resolvem-se à distância.

Especialista ou generalista: quando escolher cada um?

Depende da complexidade do caso. Para situações mais exigentes — um divórcio litigioso, um processo-crime, uma questão imobiliária complexa ou um pedido de nacionalidade — a especialização faz diferença. Para questões mais simples ou para uma primeira orientação, um advogado generalista pode ser suficiente.

O critério decisivo não é o rótulo, mas a experiência prática com casos como o seu. Um generalista com histórico sólido na sua matéria pode ser preferível a um “especialista” sem casos comparáveis. Na dúvida, pergunte diretamente: “Quantos casos parecidos com o meu já tratou?”

Quanto custa e como funcionam os honorários?

Em Portugal não existe uma tabela fixa de honorários. Os honorários são fixados com base em critérios como a complexidade e urgência do assunto, o tempo despendido, o valor envolvido e a importância do serviço. Por isso variam bastante de caso para caso e de advogado para advogado. O essencial é que sejam acordados de forma clara, de preferência por escrito, antes de o trabalho começar.

É comum pedir-se uma provisão (adiantamento por conta do serviço). Peça um orçamento ou estimativa, pergunte o que está e o que não está incluído e como serão faturadas despesas adicionais (taxas, deslocações, custas). Desconfie de valores muito abaixo do mercado ou de promessas vagas.

Para uma explicação mais detalhada dos custos, consulte o nosso guia dedicado sobre honorários e custos de um advogado.

E se não tiver dinheiro para pagar um advogado?

Quem não tem meios económicos para suportar os custos de um advogado pode requerer proteção jurídica (apoio judiciário). Este regime pode incluir a dispensa total ou parcial de taxas e a nomeação de um patrono — um advogado designado para o representar. O pedido é normalmente apresentado nos serviços da Segurança Social.

A concessão depende da avaliação da situação económica do requerente, segundo regras e limiares definidos por lei. Como estes valores são atualizados periodicamente, confirme sempre as condições em vigor. Saiba mais no nosso guia sobre apoio judiciário e proteção jurídica.

Sinais de confiança e sinais de alerta

Alguns sinais ajudam a distinguir uma escolha segura de uma escolha arriscada. Um advogado de confiança é transparente, tem inscrição ativa e não promete aquilo que não pode garantir.

Sinais de confiançaSinais de alerta
Inscrição ativa confirmada na Ordem dos AdvogadosNão consta como advogado ativo na Ordem
Explica cenários possíveis, sem garantir resultadosGarante que “ganha o processo”
Apresenta honorários claros, por escritoRecusa pôr o acordo de honorários por escrito
Provisão razoável e justificadaExige pagamentos adiantados excessivos
Responde às suas dúvidas e mantém-no informadoComunicação difícil e respostas evasivas

Nenhum profissional sério garante o desfecho de um caso, porque o resultado depende dos factos, da prova e da decisão do tribunal.

Como preparar a primeira reunião com o advogado

A primeira reunião serve para o advogado compreender o caso e para si avaliar se é a pessoa certa. Prepare-a com antecedência: leve os documentos relevantes e uma lista de perguntas. Quanto mais organizada for a informação, mais útil será a conversa.

Documentos a reunir

  • Contratos, cartas, notificações ou decisões relacionadas com o caso
  • Comprovativos e mensagens relevantes (emails, cartas, faturas)
  • Uma cronologia simples dos factos, por datas
  • Identificação das outras partes envolvidas

Perguntas a fazer

  • Tem experiência em casos semelhantes ao meu?
  • Qual seria a estratégia inicial e que cenários são possíveis?
  • Como são calculados os honorários e que custos adicionais posso esperar?
  • Que prazos existem e há algum a aproximar-se?
  • Quem, no escritório, vai tratar do meu caso?
  • Como e com que frequência serei informado sobre o andamento?

As suas garantias enquanto cliente

Ao contratar um advogado inscrito, beneficia de deveres profissionais que existem para o proteger. Entre eles contam-se o segredo profissional (o advogado não pode divulgar o que lhe confia), o dever de evitar conflitos de interesses, o dever de informação sobre o andamento do caso e a obrigação de ter seguro de responsabilidade civil profissional, que cobre eventuais danos causados no exercício da atividade.

Estas garantias distinguem um advogado inscrito de quem presta “aconselhamento” sem qualquer habilitação ou supervisão.

O que fazer se algo correr mal

Se considerar que o advogado violou deveres profissionais, pode apresentar uma queixa junto dos órgãos competentes da Ordem dos Advogados, designadamente os Conselhos de Deontologia. Questões relativas a honorários têm vias próprias de resolução. Guarde sempre cópia dos contratos, comunicações e comprovativos de pagamento — são essenciais em qualquer reclamação.

Quando deve contactar um advogado

Deve procurar aconselhamento jurídico assim que perceber que há um prazo a cumprir, um contrato a assinar, uma notificação a responder ou um conflito que pode chegar a tribunal. Quanto mais cedo agir, mais opções tem. Adiar pode fazer perder prazos e reduzir as soluções disponíveis.

Se não tem a certeza de que precisa de um advogado, uma primeira análise ajuda a esclarecer a situação e os passos possíveis.

Como a ABC Jurídico o pode ajudar

A ABC Jurídico não é uma sociedade de advogados. Ajudamos a perceber a sua situação e encaminhamos o seu pedido para um advogado independente com experiência na área relevante.

Descreva a sua situação para que o pedido possa ser encaminhado para um advogado com experiência nesta área. Se estiver próximo de um prazo, procure aconselhamento jurídico com brevidade.

O envio de um pedido não garante representação; será um advogado a avaliar os factos e a explicar as opções disponíveis.

Perguntas frequentes

Como sei se um advogado é de confiança?

Comece por confirmar, na Pesquisa de Advogados da Ordem dos Advogados, que tem inscrição ativa. Depois, avalie a clareza da comunicação, a transparência nos honorários e a experiência em casos como o seu. Desconfie de quem garante resultados.

Um advogado pode garantir que ganho o processo?

Não. O resultado de um caso depende dos factos, da prova e da decisão do tribunal. Um advogado sério explica cenários e probabilidades, mas nunca garante o desfecho. A promessa de vitória certa é um sinal de alerta.

Preciso mesmo de um advogado?

Depende do caso. Para questões simples pode não ser necessário, mas sempre que exista um prazo, um processo judicial, um contrato importante ou consequências significativas, o aconselhamento de um advogado é recomendável.

Posso mudar de advogado a meio do processo?

Em termos gerais, sim. Há aspetos a acautelar, como o acerto de honorários já devidos e a revogação da procuração. Se ponderar mudar, informe-se sobre estes passos para evitar prejudicar o andamento do caso.

E se não puder pagar um advogado?

Pode requerer proteção jurídica (apoio judiciário), que pode incluir a nomeação de um patrono. O pedido apresenta-se, em regra, na Segurança Social e depende da avaliação da sua situação económica.

Qual a diferença entre advogado e solicitador?

São profissões distintas. O advogado tem, em geral, um âmbito de representação mais amplo, incluindo a maioria dos processos em tribunal; o solicitador atua em atos e procedimentos determinados, com representação judicial mais limitada.

Julho 17, 2026 0 Comentários
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Trabalho

Tipos de contrato de trabalho em Portugal: guia completo

por admin Julho 17, 2026
Escrito por admin

Se está a começar um emprego ou a rever a sua situação, é natural que queira perceber que tipo de contrato de trabalho tem e o que isso significa para os seus direitos.

Em Portugal existem sobretudo três tipos de contrato de trabalho: sem termo, a termo certo e a termo incerto. Existem ainda outras modalidades, como o contrato de muito curta duração, o trabalho a tempo parcial ou o teletrabalho.

Neste guia explicamos, em linguagem simples, como funciona cada tipo de contrato em Portugal, quanto tempo pode durar, quando um contrato temporário passa a ser efetivo e o que fazer se estiver a trabalhar sem contrato escrito.

Que tipos de contrato de trabalho existem em Portugal?

Em termos gerais, o Código do Trabalho prevê três modalidades principais:

  • contrato sem termo (também chamado efetivo ou por tempo indeterminado), que não tem data de fim e é a regra geral;
  • contrato a termo certo, com uma data de fim definida;
  • contrato a termo incerto, que termina quando se conclui a tarefa que o justificou.

A par destes, existem modalidades específicas para situações particulares, como o contrato de muito curta duração, o trabalho a tempo parcial, o trabalho intermitente, o trabalho temporário, a comissão de serviço e o teletrabalho.

A tabela seguinte resume as principais diferenças entre os três tipos mais comuns.

Tipo de contratoTem data de fim?Duração máximaForma escritaEstabilidade
Sem termo (efetivo)NãoSem limiteRecomendadaElevada
A termo certoSim, data definida2 anosObrigatóriaLimitada
A termo incertoSim, ligado a uma tarefa4 anosObrigatóriaLimitada

Contrato de trabalho sem termo (efetivo)

O contrato sem termo é o modelo-regra em Portugal e não tem uma data de fim definida. Também é conhecido como contrato por tempo indeterminado ou, na linguagem do dia a dia, contrato de efetivo.

Confere maior estabilidade e mais proteção legal em caso de cessação, uma vez que o empregador só pode terminá-lo nas situações previstas na lei.

Este contrato pode não exigir forma escrita para ser válido, mas na prática é sempre aconselhável ter um documento assinado.

Em regra, quando não existe indicação clara de um prazo ou de uma tarefa temporária, presume-se que o contrato é sem termo.

Contrato sem termo é o mesmo que efetivo?

Sim. “Efetivo” é a expressão comum para designar o contrato sem termo. Um trabalhador diz que “passou a efetivo” quando o seu vínculo deixa de ter prazo e passa a ser por tempo indeterminado.

Contrato de trabalho a termo certo

O contrato a termo certo é temporário e tem uma data de fim previamente definida. Só pode ser usado para responder a necessidades temporárias da empresa, como substituir um trabalhador ausente, dar resposta a um aumento excecional de atividade ou a trabalho sazonal. O motivo tem de constar do contrato, que deve ser feito por escrito.

A sua duração não pode ultrapassar os 2 anos e pode ser renovado até três vezes, desde que o motivo se mantenha. Se estes limites forem excedidos, o contrato converte-se em contrato sem termo e o trabalhador passa a ser efetivo.

Os motivos que, regra geral, permitem um contrato a termo certo incluem:

  • Substituição de trabalhador ausente ou temporariamente impedido de trabalhar.
  • Substituição de trabalhador em licença sem retribuição.
  • Atividade sazonal ou com ciclo de produção irregular.
  • Aumento excecional e temporário da atividade da empresa.
  • Execução de uma tarefa ou obra definida e temporária.

Contrato de trabalho a termo incerto

O contrato a termo incerto também é temporário, mas não tem uma data de fim definida. Em vez de uma data, indica o motivo e a tarefa que justificam a contratação, e termina quando essa tarefa se conclui. É frequente, por exemplo, para substituir um trabalhador cujo regresso não tem data marcada.

A sua duração não pode ultrapassar os 4 anos. Tal como no termo certo, deve ser feito por escrito e indicar o motivo justificativo. Se a tarefa terminar, o contrato caduca; se os limites legais forem ultrapassados, pode converter-se em contrato sem termo.

Outras modalidades de contrato

Além dos três tipos principais, a lei prevê modalidades pensadas para situações específicas. Conhecê-las ajuda a perceber qual se aplica ao seu caso.

Contrato de muito curta duração

Destina-se a necessidades muito pontuais, sobretudo na agricultura e no turismo. Não pode exceder 35 dias e o conjunto destes contratos com o mesmo trabalhador não pode ultrapassar 70 dias no mesmo ano civil. Pode dispensar forma escrita, mas o empregador tem de comunicar o contrato à Segurança Social antes de o trabalho começar.

Trabalho a tempo parcial

É o contrato em que o horário é inferior ao praticado a tempo completo na empresa. Pode ser sem termo ou a termo. O trabalhador a tempo parcial tem, em proporção, os mesmos direitos de quem trabalha a tempo completo.

Trabalho intermitente

Aplica-se a empresas com atividade que alterna entre períodos de trabalho e de inatividade. O trabalhador presta atividade nos períodos definidos e, nos períodos de pausa, tem direito a uma compensação retributiva.

Trabalho temporário

Aqui o trabalhador é contratado por uma empresa de trabalho temporário, que o coloca a trabalhar noutra empresa (a utilizadora). É uma relação diferente do contrato a termo comum, embora sirva também necessidades temporárias.

Comissão de serviço

Está reservado a cargos de direção ou de especial confiança. Permite que qualquer das partes ponha fim à comissão de serviço com um pré-aviso, sem que isso implique, por si só, o fim do vínculo laboral.

Teletrabalho

Não é propriamente um tipo de contrato, mas um regime de prestação de trabalho fora das instalações da empresa, com recurso a tecnologias de informação. Pode aplicar-se a um contrato sem termo ou a termo e deve constar por escrito.

Como saber qual é o meu tipo de contrato?

A forma mais segura é consultar o próprio contrato assinado, onde deve constar se é sem termo, a termo certo ou a termo incerto, bem como o motivo, no caso dos contratos temporários. Se não tem o documento, pode confirmar a sua situação através dos recibos de vencimento e dos registos na Segurança Social.

Para verificar, siga estes passos:

  1. Procure o contrato escrito e veja a cláusula que indica o tipo e o prazo.
  2. Confirme se existe um motivo justificativo (só os contratos a termo o exigem).
  3. Verifique os recibos de vencimento e o registo na Segurança Social.
  4. Se houver dúvidas ou contradições, guarde os documentos e procure aconselhamento.

E se eu estiver a trabalhar sem contrato escrito?

Trabalhar sem contrato escrito não significa que não tenha direitos. Regra geral, quando não existe documento a fixar um prazo, presume-se que o contrato é sem termo, o que tende a proteger o trabalhador. Ainda assim, a falta de contrato escrito pode dificultar a prova das condições acordadas e gerar conflitos.

Se está nesta situação, reúna tudo o que possa demonstrar a relação de trabalho, como recibos, mensagens, horários ou testemunhos. Um advogado poderá avaliar os factos e explicar como fazer valer os seus direitos. Também pode apresentar queixa junto da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

O que acontece no fim de cada contrato?

Quando um contrato a termo chega ao fim por caducidade, o trabalhador tem, regra geral, direito a uma compensação. Nos contratos sem termo, a cessação segue regras próprias consoante o motivo (despedimento, revogação por acordo, entre outros) e pode dar lugar a compensações diferentes.

A tabela seguinte resume as situações mais comuns. Os valores podem variar consoante o caso concreto.

Tipo de contratoSituação típica de cessaçãoCompensação (regra geral)
A termo certoCaducidade no fim do prazo24 dias de retribuição base e diuturnidades por cada ano completo
A termo incertoCaducidade com a conclusão da tarefa24 dias de retribuição base e diuturnidades por cada ano completo
Sem termoDepende do motivo (ex.: despedimento coletivo)Calculada segundo as regras aplicáveis à cessação

Em caso de fração de ano, a compensação é calculada de forma proporcional.

Quando devo contactar um advogado?

Muitas dúvidas sobre contratos resolvem-se com informação. Noutras situações, porém, os valores em jogo e os prazos justificam uma análise do caso concreto por um profissional. Um advogado pode confirmar como estas regras se aplicam à sua situação e quais as opções disponíveis.

Pode fazer sentido procurar aconselhamento se:

  • O seu contrato a termo já foi renovado várias vezes ou dura há muito tempo.
  • Foi informado do fim do contrato e tem dúvidas sobre a compensação.
  • Está a trabalhar sem contrato escrito.
  • Suspeita que o contrato a termo não respeita a lei.
  • Recebeu uma comunicação de despedimento.

Perguntas frequentes

O contrato sem termo é o mesmo que efetivo?

Sim. “Efetivo” é a expressão comum para o contrato sem termo, ou seja, por tempo indeterminado. Passar a efetivo significa deixar de ter um contrato com prazo.

Quantas vezes pode ser renovado um contrato a termo certo?

Regra geral, o contrato a termo certo pode ser renovado até três vezes, enquanto se mantiver o motivo que o justifica e dentro do limite máximo de duração. Ultrapassados esses limites, converte-se em contrato sem termo.

Quando é que um contrato a termo passa a efetivo?

Quando são excedidos os limites legais de duração ou de renovações, ou quando o trabalhador continua a trabalhar depois do fim do contrato sem que este seja formalmente terminado. Nesses casos, o contrato converte-se em sem termo.

O que é um contrato de promessa de trabalho?

É um acordo em que as partes se comprometem a celebrar futuramente um contrato de trabalho. Não é ainda o contrato de trabalho em si, mas pode gerar responsabilidade se uma das partes não cumprir o prometido.

Posso trabalhar sem contrato escrito?

Em muitas situações a lei presume que, sem prazo escrito, o contrato é sem termo. Ainda assim, a ausência de documento dificulta a prova das condições acordadas, pelo que é aconselhável formalizar o contrato.

Qual é o melhor tipo de contrato de trabalho?

Depende dos objetivos de cada pessoa, mas o contrato sem termo é, regra geral, o que oferece maior estabilidade e proteção. Os contratos a termo respondem a necessidades temporárias e têm limites de duração.

Julho 17, 2026 0 Comentários
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